Como pensar Design

Quem nunca se viu diante de um problema e pensou “Como que eu vou resolver isso?”.

No mundo do design isso é bem comum. Afinal, existem tantas áreas diferentes em que um design pode trabalhar e, muitas vezes, sua forma de produzir muda drasticamente.

Porém, a nossa principal função é sempre igual. Precisamos resolver um problema para o ser humano.

E, por isso, saber pensar com a cabeça de um design é a principal forma de conseguir chegar a um resultado desejado.

Veja este artigo por exemplo:

Ele resolve dois problemas de uma só vez. Pois escrevi o texto para colocar em meu portfólio, mas também estou adaptando para ajudar pessoas interessadas no tema em um artigo.

A forma que eu fiz isso foi responder algumas questões e usar algumas imagens para guiar o leitor, como você poder ver abaixo:


Como pensar design


Primeiro, vamos falar sobre Pensar. Isto, a primeira vista, pode funcionar de uma forma extremamente simples e de fácil compreensão ou de uma forma extremamente complexa e de difícil explicação. Não importa qual seja o seu jeito de raciocinar, de qualquer jeito, algum resultado será esperado.

Quando falamos em pensar, falamos em lógica. Logo, é normal questionarmos qual a lógica por trás das tomadas de decisões e o significado por trás de casa coisa.

Para se aprender a pensar em design, é importante saber perguntar e responder a sua própria lógica. Portanto, é comum que os designers fiquem se perguntando o porquê das coisas. Pois, entender a lógica de um processo, é o que ajuda a um design ser efetivo na sua resposta.

Ou seja: o design é como uma resposta a uma pergunta. Nem sempre a pergunta será a mesma e, mesmo que seja, nem sempre a resposta será. Porém, se o usuário certo conseguir entender, então o design funcionou.

É por isso que a beleza do design é dar uma forma e um resultado que consigam ser enxergados pelo público-alvo. Portanto, a forma como o resultado é expressado, pode comunicar muito mais do que apenas o que se espera.


Design é arte



A definição de design é: planejar e projetar algo com propósito.

Inclusive, vou além: “Design é a arte de fazer um projeto parecer tão certo que não será questionado.”. Pois, para um bom design, além de algo funcionar, ele deve funcionar tão bem que, a maioria das pessoas sequer vão parar para pensar sobre aquilo.

Quando se fala de design, as pessoas podem pensar em diversas coisas diferentes. Design de interiores, design de moveis, design gráfico, design de sobrancelhas etc, etc. Todas elas estão certas, pois o design está em todos os lugares, desde a natureza que nos cerca, o mundo animal, até a tela do seu smartphone.

O profissional que efetua qualquer tarefa de design é um grande resolvedor de problemas. Claro, quando o mesmo profissional é um artista, o projeto além de funcional se torna bonito.


Definição de bonito


Nós humanos somos muito complicados. Cada um tem a sua definição e percepção de beleza. Isso faz com que esse tópico possa ser difícil de explicar. Porém, como eu já falei no começo do texto, o público-alvo é um parâmetro indispensável na hora de se planejar um projeto de design (não importa qual seja).

Quando se pensa em uma nova cadeira, a forma de projeta-la é pensando em um tipo de consumidor, com idade, necessidades, peso, situação financeira e gostos. Quando se projeta qualquer coisa, se pensará nestes parâmetros, pois um bom design deseja alcançar as metas necessitarias.

Portanto, a definição da beleza de algo é subjetiva e depende que conheçamos o público-alvo. Cada pessoa tem a sua visão de beleza mas, muitas das vezes, um grupo com gosto semelhantes concordam com bastante coisas.


A beleza de combinar


Para mim, um bom design deve combinar com a proposta e o estilo desejado.

Isso pode ser visto nos detalhes daquilo que estiver sendo feito. No design gráfico, uma das atenções mais importantes que temos que ter é com a tipografia.


(Aquele clássico desentendimento por causa da fonte escolhida.)

Na imagem, podemos ver que uma mesma mensagem soa diferente dependendo da sua tipografia. A fonte com letras que lembram sangue e objetos pontiagudos se torna algo que remete a violência e ao sinistro. A fonte com traços finos, arredondados e com desenhos de coração remete a algo romântico, pessoal e bonito.

A fonte certa, muda tudo!

(A escolha da cor, do traço, da ambientação e do ângulo, também.)


Contraste

Adoro falar esta palavra.

O contraste tem significados distintos dependendo de onde for empregado, entretanto, a ideia se mantêm bem parecida.

Em imagens, é a forma de separar áreas escuras de áreas claras (luz e sombras), dando uma definição entre elas.

Quando eu falo de contraste em ideias, isso significa que alguma coisa pode realçar outra, seja pela claridade ou escuridão. É muito útil para separar ou definir algo. Dando destaque e evidencia para o que for necessário.

A forma de usar o contraste vai além da escolha de estilo, é uma das principais formas de guiar o olhar humano.

Neste texto como exemplo, diversas vezes marcos palavras importantes em negrito, para que se torne algo relevante ao leitor. Além de ancorar pontos importantes para a leitura.


(Um produto com um bom design tem um contraste bem definido. Assim, o usuário consegue entender rapidamente sobre o que e para o que algo serve.)


Proposta


Todo design deve servir a uma proposta. Ele precisa comunicar de forma fácil e eficiente sobre o que aquilo se trata.

Em design de capas de livros, uma arte além de chamar atenção do leitor, também precisa comunicar o tema e causar alguma sensação pretendida no público-alvo.

Por isso, é tão comum observar padrões em capas de livros do mesmo gênero. Pois, com a familiaridade do público com um estilo artístico que predomina um gênero, é mais fácil se comunicar sobre o que se trata.

O contrário também acontece e pode ser uma sacada inteligente.

Se alguém imagina que um produto deve ser chamativo a todo custo, está bem enganado.

Em diversos casos, uma das propostas de um produto é ser discreto, como produtos pessoais e íntimos. Normalmente são produtos que chegam na casa do cliente em caixas discretas e sem caracterização. Fazendo com que o consumidor possa esconder seus assuntos pessoais de curiosos alheios.

Isso funciona com produtos diversos e até mesmo com capas de livros.

Um exemplo atual são as artes fofinhas usadas em livros para maiores de idade. Elas substituem capas explícitas para que o conteúdo não atraia olhares indesejados ou que seja facilmente identificados em público — ou por pessoas próximas.

A proposta deve ser encarada como o destino. A pergunta que os designers têm que se fazer é: “Qual a melhor forma de chegar lá?”.

Cada destino tem trajetos diferentes e desafios únicos. Portanto, a resposta para cada problema muda a forma de abordar o design.


Estilo artístico

Quando pensamos na parte gráfica, pensamos também em estilos artísticos. Eles são muitos e bem diversos.



(alguns exemplos)

Muitas vezes os artistas escolhem e se aperfeiçoam em algum estilo de sua escolha. Mas, há muitos designers que dominam mais de um estilo ou que tem facilidade em se adaptar.

Normalmente, a nossa assinatura artística acaba ficando marcada por trejeitos, forma de pensar e gostos pessoais. Isso pode ou não ser muito perceptivo dependendo do projeto. Na maioria das vezes, o mais importante é que a proposta seja entregue.


UX


O termo User Experience é amplamente usado em tecnologia e no design de softwares.

Eu tomo como regra que essa expressão é o que rege o design como um todo. Ela vai além de uma área de trabalho. Para mim, pensar na experiência de usuário é a principal base que todo designer — independente da área — deve seguir.

Afinal, sempre que criamos um design, o fazemos para a experiência de alguém. Seja para um grupo específico ou abrangente, usuário ou usuários, que devem ser determinados antes mesmo da criação de algo, pois, assim, podemos definir os melhores parâmetros a serem alcançados.

Em aplicativos, a facilidade de encontrar opções, de entender icones, de entender funcionalidades e de se familiarizar com o sistema, é o que facilita a adesão de um novo usuário.

Em um mercado tão competitivo, manter um usuário acostumado e familiarizado é uma das principais formas de manter um público fiel.

A experiência do usuário sempre será o feedback mais importante. Pois, a satisfação do cliente é o que mantém qualquer negócio funcionando.


Como eu penso em design

Para mim, um bom design não é apenas algo bonito, ele precisa cumprir uma proposta e transmitir a mensagem certa e de forma eficiente.

Antes de pensar em qual estilo de arte, fonte, composição e técnica que vou usar, primeiro eu penso no que quero transmitir. Por isso, consigo me adaptar a designs tão diferentes, pois desenvolvo conforme o objetivo que precisa ser alcançado.


Conclusão

Para fazer um bom design é importante pensar em diversos fatores a fim de alcançar uma proposta para um público. Ter um conhecimento vasto ajuda a pensar em muitas respostas diferentes. É como saber que além de uma viagem de carro para se hospedar em um hotel, também podemos viajar de avião e se hospedar na casa de um amigo.






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